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16/05/2015

O Padrão da Extroversão

 Você precisa andar na moda, ter a pele lisinha, o cabelo loiro, os olhos claros. Esse é o padrão.
 Você precisa ser magro, não ter estrias e andar com postura. Esse é o padrão.
 O mundo está sempre impondo padrões, e quem não os segue é muitas vezes excluído da sociedade. Aquele padrão da beleza perfeita, onde só os bonitos tem seu lugar. As pessoas muitas vezes conversam sobre isso, reclamam e sabem que esse padrão é idiota. Falam na televisão, nas escolas, estão sempre ensinando a todos que não existe a beleza perfeita, e talvez chegue o dia em que as pessoas entenderão isso.
 Mas existe um outro padrão que não é comentado, que é deixado de lado, e quem não o segue sofre em silêncio, que é sua maior característica. É o padrão da extroversão.
 "Você precisa ser mais extrovertido. Você precisa falar mais, não pode ficar quieto o tempo inteiro. Você não vai conseguir subir na vida sendo tão reservado e sério. Você nunca será bem sucedido em um trabalho se for assim, sempre introvertido." É o que as pessoas sempre falam.
  Escuta-se tanto isso, que lutamos contra, tentamos 'melhorar', ser uma pessoa mais solta, menos introvertida. Mas muitas vezes é remar contra a maré, é negar quem você é, é ir contra o seu ser, e isso é extremamente difícil. Uns compreendem essa luta, e tentam ajudar, mas a maioria julga falando "Pra quê isso?", "Não precisa ter vergonha disso". No fundo ninguém entende.
 Depois de muito tempo tentando ser diferente, a gente cansa. Cansa de se cobrar o tempo inteiro. Cansa de ir contra sua vontade sempre. Cansa de sair de sua zona de conforto. Cansa de buscar força de vontade. Chega uma hora em que cansamos de tudo e queremos simplesmente aceitar quem somos, como somos. Mas essa é outra luta.
 Por mais que você se aceite, que você entenda que é tímida e que isso não vai sair de você, o mundo não aceita isso. A todo momento você é posto a prova, é encurrulado e quando percebe, já está lutando contra aquilo que demorou tanto pra aceitar. Está novamente tentando seguir o padrão da extroversão.
  A nova luta é não deixar que a timidez te impeça de fazer coisas simples do dia-a-dia, e o desafio é fazer com as pessoas entendam que você é tímida e que isso não é o mal da humanidade.

11/04/2015

Mal me quer...?

 ... bem me quer; mal me quer; bem me quer; mal me quer.
 Eu sabia que não deveria me importar com o que uma flor me mostrava, mas era a terceira vez seguida que eu despedaçava uma margarida e a última pétala saia com um "mal me quer".
 É claro que eu tinha que me convencer de que aquilo não fazia sentido. Mas e se fizesse? Talvez ele realmente não me queria. Ou melhor dizendo, mal me queria.
 Era medo o que eu estava sentindo. Medo de ser rejeitada. De ser trocada. Não queria passar por isso de novo. Queria que as coisas fossem diferentes dessa vez.
 Por que eu não fazia nada certo? Talvez eu não tivesse nascido para viver acompanhada. Meu futuro era viver sozinha. Talvez fosse isso.
 Na verdade eu não deveria culpar o destino de nada. A culpa era toda minha. Só minha. Não sabia agir de modo certo, e se sabia acaba fazendo tudo errado na hora. E o resultado disso eram as ações deles.
 Não podia colocar a culpa na timidez, porque nem sem mostrar o rosto eu fazia certo. Não era clara e acabava não conseguindo falar o que eu queria. Eles entendiam errado, e pronto, tudo caia, e tudo que havia tentado construir se quebrava em questão de segundos.
 Por que sou tão incapaz? Será que chegará o dia em que eu farei tudo certo? Ou será que terá um alguém que irá me compreender? E se for assim, quanto serão necessários até que esse apareça?
 E eu ficava pensando tudo isso nos longos 2 ou 3 minutos que o menino que eu gostava demorava para responder minha mensagem. A margarida nunca ajudava.
 Mas todos esses pensamentos iam embora quando um toque fluia do meu celular, e eu via que era ele me respondendo. Um dia essa insegurança toda iria me matar.
(texto fictício)

17/03/2015

O Sentido de Tudo

 Faz sentido começar umum texto com esse título afirmando que nem tudo faz sentido ?
 Será que realmente tudo tem sentido ? Tudo nessa vida tem mesmo uma explicação ? Ou será que tudo tem sim uma explicação, mas somos nós que não a conhecemos ?
 Não conhecer faz sentido, mas isso por si só não afirma  o sentido ou o 'não sentido' das coisas.
 Se estudarmos tudo, veremos que tudo tem sentido ? Ou chegaremos ao ponto em que a ciência afirmará que existem coisas que simplesmente não tem explicação ?
 Não ter explicação faz sentido ? Ou não ter sentido já é uma explicação ?
 Talvez o sentido de tudo não faça sentido. Até porque quando tudo fizer sentido, a busca pelas explicações cessam. O mundo pára. O mundo é movido pelas dúvidas, e se algo não tem sentido, não gera mais dúvidas.
 Mas a reflexão principal agora não é saber o sentido de tudo, mas sim saber se tudo faz sentido.
 Talvez saber tudo não faça sentido. O que move tudo não é o saber, mas sim o buscar conhecer.
 Só que talvez buscar conhecer também não faça sentido. Para que conhecer sem saber se tudo realmente tem sentido ?
 Faz sentido ?

03/02/2015

Era o mar...

 Havia uma montanha alta e perigosa para atravessar, mas eu estava disposta a enfrentar isso e o que mais viesse. Sabia que valeria a pena. Realmente não seria fácil, tinha muita neblina e era difícil enxergar alguma coisa alguns metros adiante. Mas segui. Algumas vezes foi preciso um enorme cuidado para que nada acontecesse, e fui, bem devagar, mas fui.
 Já estava chegando no final da montanha, mas ainda não conseguia ver nada, a neblina impedia, e não sabia se daria mesmo pra ver algo se ela não estivesse na frente da paisagem.
 Fui andando. Já estava na cidade, seguindo adiante. Fui seguindo a estrada mestre, e quando percebi, lá estava ele, assustador, à minha frente.
 Fiquei meio sem reação. Isso estava acontecendo mesmo?
 Minha vontade foi sair correndo, arrancar o chinelo e andar lá descalça. Aquilo que eu sonhava em fazer. Mas não, tive que me segurar. Precisava arrumar um lugar pra dormir primeiro.
 Não demorei para fazê-lo, e logo estava lá, de frente pra ele. De novo veio o medo. Por que ele tinha que ser tão assustador?
 Não resisti por muito tempo. Não demorou e lá estava eu, pisando naquela areia fofa, e sentindo a água no meu pé, indo e voltando. Com vontade de sair de lá por medo das ondas, mas com uma vontade maior ainda de ficar lá mesmo, aproveitando o ir e vir da água.
 Foi um momento mágico. Apesar de assustador, é tudo muito lindo. Aquele verde incrível se estendendo pela imensidão.
 Não dava pra acreditar muito, mas sim, eu havia realizado meu sonho.
 Aquela coisa enorme à minha frente era o mar.

14/01/2015

3 anos de blogueira

 Dá pra acreditar ? Mais um ano de passou, e nesse último 13 de janeiro eu completei meu 3º ano como blogueira. E como todos os anos, vim com um post de comemoração (clique e veja: 1 ano de blogueira e 2 anos de blogueira).
 Lendo os posts anteriores me lembro de tanta coisa que já passou nesses 3 anos, que nem é tanto tempo assim. As fases boas, as difíceis, as mudancinhas, as grandes mudanças, E olhando pra tudo isso me sinto feliz. Feliz por ter encontrado algo em que gosto tanto de fazer. Feliz por ter tantas pessoas que gostam do que faço. Feliz pela blogueira que me tornei.
 Olho para os meus primeiros posts e fico pensando o quão inexperiente eu era, e quanta baboseira eu postava. E também sei que daqui a alguns anos, que quero muito ainda estar nesse cantinho, olharei para os meus posts de hoje e ver que era bobinha. Nossa evolução é sempre notável. Sei que posso e espero evoluir muito mais, mas estou muito feliz por ter chegado até aqui.
 Quando comecei não ficava pensando até onde iria chegar, até quando estaria aqui. Mas hoje penso. Não só penso, como desejo muito continuar aqui por muitos e muitos anos. Deixar tudo mais profissional, e quem sabe, realizar um sonho meu, que é ter o blog como minha profissão, unindo o útil ao agradável.
  É claro que não poderia deixar de agradecer às leitoras e leitores. Por afinal, o que é um blog sem os seus leitores !? Obrigada por sempre estarem aqui, me apoiando, sendo fofos, e claro, lendo meus posts.
 Obrigada a todos que estiveram presente nesses 3 anos. Não dá pra citar todo mundo, mas todos merecem um lugarzinho especial no meu coração.

08/01/2015

Ainda gosto dele ...

  E eu ficava imaginando o momento em que estaria lendo um livro à sombra de uma árvore, e escutaria barulho de cascos. Me levantaria em um sobressalto, e logo avistaria um cavalo branco vindo em minha direção. Em cima dele estaria um príncipe, mas não qualquer um, e sim o meu amado príncipe. Ele pediria desculpas, diria que não consegue viver sem mim, e essa linda cena terminaria em um apaixonado beijo entre nós.
 Dizem que não tem problema sonhar, devanear, que até faz bem. Mas não sei se nesse caso isso é tão certo. Eu imaginava essa cena várias vezes por dia, na cama, no banho, comendo, mas nada disso aconteceria, nem nada parecido. Tudo isso, na verdade, estava me fazendo muito mal.
 Ele não aparecera mais depois daquele fatídico dia do término. Só disse que precisava de um tempo,  meio sem mais nem menos, e puft, sumiu.
 Eu ainda não entendo o que aconteceu. As coisas pareciam estar se encaixando. Nós já namorávamos há quase um ano, e já estávamos planejando nosso noivado. É claro que percebi que ele não andava mais querendo conversar sobre isso, e disfarçava, empurrando outros assuntos na nossa conversa. Foi a única pista. Mas eu só achei que ele ainda não estava pronto pra ter uma responsabilidade mais séria, o estágio anterior do casamento. Não desconfiei em nenhum momento que tudo estava tão perto do fim.
 No começo eu chorei, xinguei-o de cavalo, cachorro, burro e outros animais, pra não perder minha inocência com palavras mais duras. Chorava muito nas primeiras noites pensando que não haveria mais um "nós" e todo o futuro que tinha planejado e sonhado, até que chegou um dia e falei pra mim mesma que ele não merecia minhas lágrimas. Não chorava mais, mas a raiva continou.
 Mas, diferente do que eu esperava, quando a raiva passou, não foi só a mágoa que ficou, mas uma certa paixão começou a ascender novamente. Não queria confessar, mas não tem como eu esconder o que sinto de mim mesma: eu ainda gosto dele.
 Hoje fico imaginando o momento da nossa volta, e às vezes que chamo de boba, e penso em novas pessoas na minha vida. Acredito que seja possível esquecê-lo, e ainda confio nessa chance de um novo amor pra mim. Só quero que tudo isso termine, que esse sentimento que antes era lindo, e hoje me faz sofrer, suma da minha vida para sempre, assim como ele.
-Texto fictício-

29/12/2014

Chuva de Prata

 Já faz quase um mês que nos conhecemos, e hoje será nosso sexto encontro.
 Apesar nos protestos dos meus pais, eu irei pra casa dele hoje, passar o Réveillon. Eles não queriam passar a virada longe de mim, mas eu faço questão de passar com ele, e como ele me chamou primeiro, e pra lá que vamos a noite.
 Estou aqui no centro, andando pelas lojas a procura de um vestido perfeito. Tem que ser lindo, mas não pode ser chamativo, e faço questão que seja branco, já que ele me falou que acha super legal as pessoas sempre se vestirem de branco no Réveillon. Minha prima está aqui comigo, e acabou de achar um que acha que vai ficar perfeito.
 Experimentei e comprei um vestido super fofo de lese branca, e não vejo a hora de estreá-lo. Vai ficar perfeito com uma sandalinha azul clara que eu tenho.
 A água do chuveiro está ótima, e apesar da minha ansiedade, não quero sair daqui nunca. Mas é bom eu me apressar, não quero passar uma má impressão pra ele, nem para o família dele, chegando atrasada. Não que tenha uma hora certa pra chegar, mas não ficaria bem aparecer lá depois das 9.
 Faltam algumas casas pra chegar na casa dele, e são 9:06. Nada com que me preocupar, 6 minutos não é atraso pra brasileiro. Começou a chuviscar, e me sinto ótima com essa aguinha caindo de leve em mim. Vai molhar um pouquinho meu vestido de lese, e minha trança. Isso é bom. Vou ficar parecendo uma planta doce e meiga com gotinhas de orvalho espalhadas aqui e ali.
 Toquei a campainha, e foi ele quem apareceu na porta, com uma camisa branca, com 2015 escrito numa fonte discreta e estilosa.
 Já estou aqui a 20 minutos, já conheci toda sua família. Todos foram muito simpáticos, mas sua mãe, especialmente, pareceu ter gostado muito de mim. Ela aparenta ser uma pessoa alegre, talvez sua camisa de botões amarela tenha contribuido para isso.
 Ele acabou de me chamar para sentar na varanda, onde poderemos ficar sossegados. Estamos conversando assunto leves, e está sendo tudo mais incrível do que eu achei que seria.
 Nossa conserva está fluindo, e às vezes paramos e ficamos contemplando um ao outro, acho que estou mais apaixonada do que imaginava.
 Não sei que horas são, mas provavelmente ainda falta um bom tempinho pra meia noite. Não parece que ficamos muito tempo aqui.
 Ele parou de falar, e está olhando pra minha boca. Estou em silêncio, e sem jeito. Ele encosta sua boca na minha, e eu aceito, de todo coração, aquele beijo, e o beijo também. Estamos escutando fogos, muitos fogos. Mas não é possível que o ano já tenha virado. Abro os olhos, e vejo uma chuva de prata no céu, enquanto o beijo, e percebo que realmente já estamos em 2015. Continuamos nos beijando durante um tempo, até que resolvemos tomar um fôlego. Ficamos olhando o céu, e todo aquela beleza, agora a chuva colorida. Ele está quieto, me olhando. Continuo prestando atenção no céu, e ouço um estouro, outra chuva de prata está caindo.
 Ele se levanta, pega minha mão, meio sem graça, e me pede em namoro.
 Já faz 1 hora que o ano começou, e sei que ele tem muito pra me dar. 2015 promete ser o melhor ano da minha vida, e poderei passá-lo ao lado de quem eu amo.

05/12/2014

A Batida do Meu Coração

 Afinal, o amor está no coração ou no cérebro ?
"Tuctuctuc...
 Meu coração estava acelerado. Eu corria em volta da lagoa, olhando os pássaros felizes depois da chuva. As pessoas estavam animadas também, crianças brincando e pulando, casais passeando e namorando, e outras correndo, como eu.
 Tuctuctuc...
 Vejo então um carrinho de picolé. Algo que não resisto. Pode parecer contradição eu correndo com roupa leve e garrafinha de água na mão, mas resolvi comprar um sorvete. Parei de uma vez, e comprei um picolé de limão, meu preferido.
 Tuctuc tuctuc tuc...
 Sentei no primeiro banco que vi e comecei a chupar meu picolé. Meu coração estava acelerado ainda, e me dava uma sensação ruim eu estar parada e ele naquela pressa pra bater.
 Tuctuc tuc tuc...
 Aos poucos fui descansando. Comecei a observar melhor as pessoas que estavam ali. Era legal ver as crianças brincado, correndo umas atrás das outras, pulando e gritando. E os pais, com preguiça, mas felizes, correndo atrás dos filhos.
 Tuc tuc tuc...
 Me entreti com as famílias, e quando percebi tinha alguém sentado no outro canto do banco. Resolvi ignorá-lo, e continuei minhas observações. Mas ele parecia não estar com a mesma ideia que a minha, e chamou minha atenção, falando oi.
 Tuc tuctuc...
 Olhei pra ele, e nossa, que surpresa. Não era aquela beleza estonteante, mas era como eu gostava, uma beleza discreta, e simples. Me deu uma súbita vergonha, mas tomei coragem e respondi.
 Tuctuctuc...
 Conversamos um pouco, mas ambos estávamos tímidos. Era estranho aquilo, eu não era nada tímida. Mas aquele rapaz tinha uma magia que me fazia parecer uma completa boba e meu coração acelerar só de vê-lo.
 Tuctuc tuctuc...
 Marcamos de nos ver outro dia, e segui meu caminho, assim como ele o dele.
 Mal sabia eu o belo futuro que teríamos pela frente.
 Tuctuc tuc tuc tuc..."

18/11/2014

Chuva de Lágrimas

 Eu subi no ônibus. Estava encharcada, e onde eu ia passando ficava uma poça. Sentei no banco ao lado da janela, sem me importar se estava molhando-o. Fiquei feliz por passar em um ponto e ninguém se sentar ao meu lado. Não estava a fim de puxar conversa, nem de colocar a bolsa no colo.
 Comecei a olhar pela janela embaçada. Uma bela chuva ainda estava caindo. Aquele aguaceiro me deixou tão molhada que ninguém estava percebendo as constantes lágrimas. Quando meu rosto secou, resolvi descer do ônibus e enfrentar a chuva novamente.
 Não queria ir pra casa, mas não tinha pra onde ir. Se não estivesse chovendo incessantemente iria partir sem rumo, andando até cansar.
 O dia havia começado lindo. O sol brilhava forte, apesar de algumas nuvens acinzentadas do outro lado do céu. Meu namorado me chamou pra ir almoçar com ele, e fiquei animada. Fazia pouco mais de um mês que havíamos completado um ano de namoro, e desde então comecei a pensar que não demoraria e estaríamos planejando nosso casamento.
 Me arrumei, e coloquei uma blusa dentro da minha bolsa, depois da insistência da minha mãe dizendo que iria chover. Peguei um ônibus e logo cheguei no restaurante combinado. Avistei-o da porta, já percebendo sua cara meio estranha, sério demais. Mas  continuei sorrindo, na inocência.
  Não almocei. Antes mesmo da comida chegar ele vomitou um monte de frases desconexas. No começo não estava entendendo, e pensei que algo de ruim tivesse acontecendo com ele. Mas então ele revelou: estava com outra garota.
 Levantei da cadeira, e dei uma última olhada em seus olhos. Sai correndo. Fui correndo para o sentido contrário da minha casa até cansar. Nesse meio tempo começou a chuviscar, e não tardou, uma pesada chuva caía sobre mim. Não estava pensando com clareza, e continuei andando, chorando. Um monte de pessoas olhavam assustadas para mim, gritando para que eu fosse para um lugar coberto. Mas eu mal estava escutando. Até que passei em um ponto de ônibus vazio, e percebendo o quanto estava molhada, parei. O ônibus chegou, e sem nem saber pra onde ele ia, subi.
 Cheguei em casa a noite. Minha mãe me enchendo de perguntas. Não respondi. Só queria saber de tomar um banho e dormir.
 É claro, não dormi a noite. Revivi momentos bons do meu namoro. Pensei em tudo o que tinha acontecido naquele dia e chorei. chorei muito.
 No dia seguinte despejei tudo o que estava sentindo em minha mãe, e ela escutava, quieta. Quando viu que eu tinha cansado de falar, me veio com aquela frase de que depois da chuva sempre vem o arco-íris. Para minha surpresa, quando sai lá fora, depois de ter chovido o dia e a noite inteira, me deparei com um belíssimo arco-íris, me arrancando um singelo sorriso que eu achei que tardaria muito mais para vir.
"Texto fictício"

25/09/2014

Pílula da Alegria

 E havia numa cidade do interior duas crianças na idade dos 10 anos. Um garoto e uma garota com uma amizade muito forte, que muitas vezes eram chamados de namorados, para a ira de ambos.
 A amizade era simples e infantil. Passavam o dia brincando, e na escola não se desgrudavam. Eram duas crianças quietas, mas ficavam conversando por horas, o que causava espanto geral.
 Uma das brincadeiras em que mais se divertiam era a da risada. Os dois iam no armário da cozinha e furtavam milhos de pipoca.
 Era a pílula da alegria.
 Tinha efeito imediato. Assim que a engoliam, as crianças começavam a rir muito, sem parar, e sem motivo nenhum.
 Isso acontecia sempre. Toda vez que enjoavam da brincadeira e ficavam entediados, logo estavam lá, rindo à toa depois de tomar a pílula.
 Com o passar dos anos a mágica foi se dissipando, e hoje um milho de pipoca não passa de um simples grão, mas a lembrança daqueles bons tempos e da pura inocência infantil permanece.

18/07/2014

Banho ou momento de reflexão ?

 Depois desse dia cheio em fim posso tomar banho, relaxar, não pensar em nada.
 Começo a ligar o chuveiro e colocar a água na temperatura que eu gosto. Demora um pouco, mas logo posso desfrutar daquelas gotas caindo e escorrendo, uma sensação mais que relaxante. Tão calma como a professora de português. E justa nessa aula que a peste da Taísa inventa de derrubar suco na minha roupa. Porque ela me odeia tanto ? Agora nem quero ouvir o que minha mãe vai falar quando não conseguir tirar a mancha roxa do suco de uva da minha calça branca, novinha. Eu tinha prometido pra ela que não iria sujar. Acho que eu vou tentar tirar essa mancha antes que ela veja.
♪"Veja bem, meu bem
Sinto te informar
Que arranjei alguém"♫
 Ah... quem dera eu tivesse alguém mesmo. Não precisaria ficar em casa nos finais de semana, nem teria passado 12 de junho sozinha, assistindo romances na televisão. E que romances ! Cada filme fofo, só me dava mais vontade de ter alguém pra abraçar. Ah, mas tem minha mãe, amo o abraço dela. Como falam mesmo ?
 ... 
...
 Abraço de urso. É, isso mesmo. E do urso mais fofo do mundo.
 De repente um toc, toc, toc me interrompe dos meus pensamentos. É meu pai. Gritando que estou demorando. 
 Nossa, eu estava tomando banho!
 Começo a sentir novamente as gotas de água escorrendo pelo meu corpo. Olho para as minhas mãos. Meus dedos estão começando a ficar enrugados. 
 Então pego o sabonete, que está frio, assim como a bucha, e me lavo bem rápido. Ensaboo tudo numa velocidade incrível, antes que meu pai venha bater de novo.
 Logo estou saindo e nem me lembro mais o que pensei.
"Texto fictício"

28/05/2014

O beijo não dado #final alternativo

 A pedido da Thaís Matos, que queria um final feliz para a princesa, eu fiz um final alternativo para o texto O Beijo não Dado. Para ver a primeira parte clique aqui e para ver o final original clique aqui.

"Pela manhã, quando a princesa acordou e se lembrou de onde estava, tratou logo de ir embora, para não deixar seus pais mais preocupados, mas, não sem antes pegar a sapo que havia ficado a noite toda ao seu lado.
 Passaram-se alguns dias, e todo mundo do reino da princesa e dos vizinhos já estavam sabendo do sumiço do príncipe, e a princesa se culpava muito por isso, não parava de chorar, achando que o príncipe havia sumido por culpa dela.
 A medida que semanas foram se passando, ela, sentindo-se culpada e carente, foi se apegando ao sapinho, que nesse momento já dormia em seu criado-mudo, em uma caminha improvisada.
 Seu desespero ia diminuindo ao longo dos dias, mas a saudade do príncipe só aumentava. Então ela resolveu que iria ajudar a procurá-lo, e apesar de seus pais insistirem para que ela não fizesse isso, no dia seguinte, partiu para o reino vizinho com um guarda.
 Os reis desse reino ficaram surpresos com sua atitude, mas viram que ela amava o príncipe de verdade e que poderia ser uma nora perfeita.
 Várias semanas se passaram com a princesa ajudando a procurar o príncipe em todo o continente. Todos já estavam perdendo as esperanças, achando que poderia ter acontecido o pior.
 Chegou um dia em que o próprio rei já não queria mais que seus guardas arriscassem a vida procurando seu filho, que ele acreditava que tinha falecido. E mesmo contra a rainha, ele marcou uma data, e se dali a uma semana o príncipe não fosse encontrado, cessariam-se as buscas.
 Como muitos já imaginavam, o príncipe não foi encontrado, e com muito choro da rainha e também do rei, eles desistiram. Mas a princesa não iria desistir.
 Todos já falavam no príncipe como morto. A princesa não queria acreditar nisso, e falou que iria continuar as buscas. Seus pais não concordaram, mas seu amor pelo príncipe já era forte, e depois de oito dias de planejamento e preparo a princesa saiu de seu reino com apenas uma pequena mala e seu sapinho, com o qual já tinha muito apego e acreditava que poderia protegê-la de algum mal.
 Ela vagou por muitos lugares escondida em uma roupa maltrapilha e pedindo comida para sobreviver. Até que chegou um dia, ela se perdeu em uma floresta, e ao olhar para uma rosa se lembrou do beijo que o príncipe havia lhe dado. A princesa começou a chorar, e já sem esperanças e mais carente do que nunca abraçou seu sapinho e lhe deu um beijo.
 Eis que ela sente algo estranho, e se levanta. Seu sapinho não está mas em sua mão, mas quem está em sua frente é o próprio príncipe. Eles se beijam apaixonadamente. O príncipe conta tudo que aconteceu a ela, que estava meio confusa com tudo que estava acontecendo.
 Para alegria de todos os reinos, poucos dias depois os dois já estão de volta, matando a saudade dos dois reis e rainhas.
 Um belo casamento é agendado e feito, e o jovem casal, depois de tudo que passaram, dos erros e de todo o tempo longe, provam que o amor é mais forte que tudo e vivem muito felizes."

12/04/2014

O beijo não dado #final

 Essa é a continuação do texto O Beijo não Dado, pra ver a primeira parte clique aqui.
Quando amanheceu o dia, o príncipe-sapo ainda estava ao lado da princesa, e ela, com raiva do príncipe por tê-la largado, abriu a caixinha, e jogou as alianças no brejo, e então voltou à clareira e colocou o sapo no lugar das alianças, e levou-o embora, pois tinha achado o sapinho charmoso e decidiu ficar com ele.
 Os dias foram passando, e a princesa cuidava do sapo com muito carinho, dando até beijinhos, e sempre chorava pelo príncipe. Ela não estava mais com raiva dele, pois ele havia sido dado como sumido, e estava sendo procurado em todos os reinos do continente. A princesa temia que ele pudesse ter sido morto por bandidos enquanto ela buscava as alianças, mas tinha esperança que o príncipe fosse encontrado.
 Certo dia, o rei, a rainha, e as duas princesas de um outro reino vizinho foram visitar o reino da princesa, e ela mostrou toda a casa às princesas , e depois as deixou a vontade em seu quarto enquanto ia avisar aos pais delas onde estavam.
 No quarto da princesa, as outras duas começaram a observá-lo melhor, até que uma perdeu o interesse e saiu, mas a outra se encantou pelo sapo, e o pegou, e depois de algumas carícias, deu um beijo nele.
 Quando a princesa voltou, para sua grande surpresa, o seu príncipe estava aos beijos com a princesa do reino vizinho. Ela queria chorar, mas  não conseguia entender o que estava acontecendo, até que viu que a caixinha e o lugar onde o sapo ficava, estava vazio.
 A outra princesa saiu correndo do quarto dela, pois ela sabia da história entre os dois, todos sabiam. O príncipe foi correndo atrás dela, mas assim que a princesa viu, foi na frente e fechou a porta para que ele não saísse. Apesar dela tentar uma conversa, nada adiantou, o príncipe não tinha desculpa, ele havia retribuído o beijo e por isso deixou de ser sapo. Depois de ter confessado isso à princesa, saiu atrás da outra, e a deixou chorando em seu quarto.
 A princesa ficou dias trancada em seu quarto, só chorando. Ela não conseguia compreender porque o príncipe, que um dia havia a pedido em casamento, não retribuiu seu beijo e só fez isso à outra princesa. Mas, ela teve que se conformar, pois logo o príncipe e a outra princesa se casaram, e ainda falavam a todos nobres de vários reinos que havia sido a princesa que nunca havia o beijado para que ele deixasse de ser sapo, e ainda que o mantinha como prisioneiro em sua caixinha de alianças vazia. Assim que isso chegou aos ouvidos da princesa, ela perdeu o encanto por ele, e deixou de chorar.
 O final do conto dessa princesa não é feliz, mas sabemos que nem sempre os finais são como queremos. Mas, isso não significa que ela não possa ter um final feliz um dia. Acredito que ela só ainda não tenha encontrado o verdadeiro príncipe.

18/03/2014

O beijo não dado


                


Há algum tempo atrás, num lugar muito distante, havia um reino. Lá, além do rei, da rainha e dos súditos, havia um príncipe. Certo dia, numa visita ao reino vizinho, o príncipe conheceu uma princesa e eles começaram a se comunicar por cartas. O príncipe sempre enviava, e ela respondia a todas. A cada vez que o príncipe visitava o reina dela, ele tentava se aproximar mais. Até que um dia, numa dessas visitas, ele a pediu em casamento. A princesa, muito tímida, corou, e ficou sem resposta. Ficou combinado que ela responderia por carta. Quando a carta chegou com a resposta, seu mundo desabou. A princesa lhe dissera que ainda não se sentia pronta pra casar, mas a realidade era que ela nem tinha certeza se gostava dele.
 Durante um período a troca de cartas parou. O príncipe precisava se recuperar. Mas ele realmente gostava dela, e logo voltou a lhe mandar cartas. Ela, como sempre, respondia a todas. A cada dia as cartas dele eram mais apaixonadas, as dela, mesmo que em menos intensidade, também eram. O príncipe foi criando esperança, e suas visitas ao reino vizinho ficaram constantes. O tempo foi passando, e as coisas entre eles não iam pra frente, apesar das cartas que sempre chegavam e eram enviadas a cada um.
 Um dia, o príncipe, já com poucas esperanças resolveu chamar a princesa para um encontro. Se ela o beijasse, ele a pediria em casamento, e se ela não o beijasse, ele nunca mais iria atrás dela.
 No dia marcado o príncipe chegou antes ao local do encontro, em uma clareira do meio da floresta. Com o sol a pino, a princesa chegou. Por um tempo eles ficaram conversando sobre a vida política de seu reinos, depois começaram a falar sobre as árvores e flores que os rodeavam, até que no momento em que estavam falando sobre as rosas, ele pediu um beijo a ela. Mais uma vez a princesa corou, e disse que precisava ir ao banheiro.
 O príncipe, sem saber como entender àquela atitude da princesa, ficou a esperando até que o sol começou a se pôr. Quando a primeira estrela se acendeu naquela noite, ele desistiu. Então, já debaixo da lua, o lindo príncipe sentiu algo estranho, e quando olhou para baixo viu que tinha se transformado em um sapo.
 Logo depois, já escuro e com as estrelas no céu, a princesa chegou com uma caixinha na mão e seu guarda a deixou na floresta e foi embora com seu insistente pedido. Ela procurou o príncipe perto da trilha e no local onde eles estavam, mas lá só havia um pequeno e inofensivo sapo.
 A princesa, como estava muito escuro, ficou com medo de voltar sozinha e se deitou ali mesmo, ao lado do que ela não sabia ser o príncipe, que havia se transformado em sapo pela falta do beijo.
 Continua ... (?)

02/03/2014

Que país é esse ?


 No coração desse país estão pessoas que dizem governar, que dizem que tudo vai melhorar.
 Nas ruas estão pessoas insatisfeitas, que reclamam das coisas erradas, que fazem disso um assunto de bar.
 Nas grandes cidades estão pessoas cansadas, dentro de seus carros, tentando voltar pra casa depois de um longo dia.
 Nos pequenos municípios estão pessoas que cuidam de plantações, que no final da tarde espalham a briga que aconteceu no vizinho.
 No norte estão as grandes florestas e grandes rios. Os índios que dizem em sua própria língua que não querem interferência de branco.
 No sul estão as elegantes cidades com casas cheias de jardins.
 No nordeste estão as belas praias, e as diferentes comidas.
 No sudeste estão os grandes centros urbanos, que movem boa parte da economia.
 Nesse país estão os amantes de futebol e as pessoas alegres que fazem o carnaval.
 Um país tropical, com variedade de frutas e muitas culturas.
 Nosso país é só isso ?
 Em toda parte estão pessoas nada patriotas, que dizem odiar o país.
 Pessoas que reclamam de viciados, criminoso, psicopatas.
 Que reclamam das pessoas e do azar de ter nascido aqui.
 Sim, nosso país é isso. Mas não só isso.
 Nesse país também estão pessoas que dizem ter sorte.
 Sorte por serem de um lugar mal falado, mas que sabem que é encantado.
 Encantado por pessoas com sentimentos.
 Que se alegram e sofrem por amor.
 Que choram e ficam com raiva.
 Que lutam pelo que querem, e que não desistem.
 Pessoas que, apesar de tudo, tem esperança.
 Que acreditam na força das palavras.
 Palavras, que juntas, formam um pequeno texto pra falar de um grande país.
 Que país é esse ?

20/02/2014

Adeus menina...


                  

 Crescer. É um processo que vem a todos, não importa se você esteja preparado ou não. E quando não se está preparado você acaba percebendo tarde demais que a menina tem que ir embora.
 Não é uma coisa que acontece de uma vez, é um processo lento, mas, para quem consegue ser ainda mais lento as coisas parecem acontecer antes do tempo, e você se vê obrigado a ir mudar suas atitudes aos poucos.
 Aquela menina tímida que grudava na mãe quando alguém vinha conversar com ela, aquela menina que virara a cara para os conhecidos para não precisar falar oi (ok, ela ainda é assim, ela ainda faz isso de vez em quando), não pode existir mais.
  A menina quase sempre vai embora naturalmente, aos poucos. Mas, algumas querem expulsar a menina cedo demais, e acabam fazendo tudo adiantado e se arrependendo mais tarde. Já outros não querem se afastar dela, e a menina também não quer ser afastada, então chega um momento em que é preciso empurrar aos poucos, até que ela esteja longe o suficiente para que sua vida não esteja mais em torno dela.
 É chegada a hora. É preciso dizer adeus à menina. Ela luta para que isso não aconteça, mas o mundo obriga todas a fazerem isso quando vê que elas estão lentas demais. Então, em movimentos leves e às vezes imperceptíveis a menina vai se afastando.
 Chegará um dia em que não depender-se-á dela mais, e a vida girará em torno do mundo adulto.
 A criança pode até ir embora, mas a essência de menina irá permanecer para sempre.

12/02/2014

Droga de miopia !

 É chato enxergar mal. Quando não chego mais cedo na escola tenho que ficar pedindo pro pessoal da frente trocar de lugar comigo, e eles me olham com aquela cara azeda, e só trocam quando vou falar com a professora. Poxa, será que eles não entendem que não é minha culpa enxergar mal ?
 E aqueles nerds chatos que reclamam porque ainda não fiz exame de vista !? Claro que fiz, sei que tenho miopia, mas não vou usar óculos tão cedo. Imagina... Já sou feia de 'regaçar', aí é nunca que o Gustavo vai olhar para aquela pobre míope do 9º ano.
 Ah... O Gustavo... Ele é lindo, tem cabelos com cachinhos de anjo, olhos verdes, está no 1º ano e o melhor: não tem namorada. Sempre pego ele me olhando, e ele me pega olhando ele. Será que ele também gosta de mim ?
 Depois do que minha mãe fez ontem ? Sem chance.
 Ela obrigou a fazer outro exame, e agora vou ter que usar óculos. Ela que pensa que vou usar isso na escola. Nem pensar.
 Ah, se eu soubesse disso desde o começo...
 Hoje na escola eu estava olhando para o Gustavo na hora do intervalo, e ele me pegou olhando pra ele. Na hora virei o rosto. Mas, o que eu não esperava era que alguém iria me cutucar e quando eu virasse seria ele, o próprio Gus. Ele não estava muito bem, porque estava meio vermelho e gaguejava, acho que até sei o que ele tinha. Vou passar exatamente as palavras dele, quase morri.
 --É... é... Então Helena... Eu vi você me olhando e ... Sempre vejo você me olhando e... Ah, eu gosto de você.
 Eu corei. Sério isso ? O Gus gosta de mim ? Sim, é sério.
 Dois dias depois da declaração inesperada ele me pediu em namoro. Ah, como meu mundo ficou cor-de-rosa depois desse dia. 
 Minha mãe não foi muito fã da ideia, ficou falando que era nova e tal, mas acabou concordando e convencendo meu pai a concordar também. 
 A parte chata da história é que meu óculos chegou no começo do mês, e minha mãe fica brigando comigo pra eu usar. Mas não uso na escola, e nem quando estou com o Gus. 
 Acabei de passar um vexame. Espero que ninguém tenha percebido.
 Eu estava esperando o Gus chegar pra gente sair, sentada no banquinho em frente a minha casa. Aí ele  apareceu lá na esquina, que é meio longe, e meu coração já começou a bater mais forte. Resolvi parar de olhar pra ele para o meu coração poder desacelerar um pouco, e um tempo depois, quando me virei de novo para o Gus, adivinha ? Não era ele nada. Droga de miopia! Meu coração bateu pela pessoa errada.
 Ah, agora sim é ele. Espera, deixa ele chegar mais perto pra poder confirmar... Sim, é ele mesmo. 
 É, está decidido, vou escutar o conselho da minha mãe e usar meus óculos, mas quero mandar fazer as lentes primeiro.
 Perguntei pro Gus hoje o que ele acha de meninas que usam óculos. Ele, todo fofo, respondeu que gosta de mim do jeito que sempre fui, mas acha um charme as garotas que usam óculos.
 Eu tinha falado em lentes ? Já esqueci. 
Texto fictício

21/01/2014

Precisa-de de um amigo

Precisa-se de uma pessoa com quem possa compartilhar sentimentos, contar segredos, passar momentos tranquilos.
 Precisa-se de alguém que possa chamar de melhor amigo, posto desocupado há um tempinho bom.
 Alguém  que gosta de como o outro é, sem tirar nem pôr. Que possa aprender a conviver com os defeitos do amigo.
 Uma pessoa pra poder compartilhar domingos entediantes. Na sorveteria, dando voltas na praça, ou simplesmente conversando na varanda da casa.
  Pra rir de coisas bobas, jogar papo fora e falar sobre assuntos sérios de vez em quando.
  Aquele amigo que sempre tem assunto pra conversar, e dá pra ficar esperando ele acabar, fazer um comentário, pra falar o que lhe veio a cabeça, mas acaba esquecendo, pois o assunto continuou bom e a conversa foi levada sem nem sentir.
 Um alguém pra ficar íntimo e poder falar-lhe coisas sem graça pra rir da cara dele, pra poder falar sobre coisas realmente pessoais, que dá vergonha até de falar pra si mesmo. Falar sobre dor de barriga sem constrangimento e rir de tudo depois.
 Uma pessoa que depois de algum tempo ambos tenham sempre vontade de estarem juntos e fazerem qualquer coisa um ao lado do outro.
 Um amigo pra simplesmente ser amigo e ser especial.
Agora, vou responder aqui uma tag que o meu amigo Elcimar, do blog Acesso Permitido me passou (obrigada Elci).
 Como eu já respondi essa tag das 11 coisas, só vou responder às perguntas dele, porque eu as achei interessante.

13/01/2014

2 anos de blogueira

 Há um ano atrás eu fiz um post comemorando meu primeiro ano como blogueira (veja-o clicando aqui, se você quiser ver meu primeiro post clique aqui). E exatamente hoje, 13 de janeiro de 2014, estou completando 2 anos como blogueira.
 O que mudou nesse tempo ?
 Não muita coisa. Continuo aquela garota tímida, que gosta de ler, de coisa fofas e de tentar fazer bons posts. Mas ganhei algo que só se conquista com o tempo: experiência (não muita, mas já ajuda). É claro que ainda não sou a blogueira que eu gostaria de ser, mas aos poucos chego lá.
 Fico feliz por ser parte da história do Piink Cookie, e por continuar fazendo. Fico feliz pelo crescimento do blog e por ter conseguido atravessar os momentos difíceis.
 É claro que eu não poderia deixar de agradecer a vocês, leitores e amigos, que me apoiaram quando eu precisei e sempre estiveram aqui pra ler meus posts, feitos com tanto carinho, na ânsia de agradar a quem passa por aqui a procuro de novos posts. Muito obrigada.
 Agradeço também a Paula, que há dois anos me aceitou aqui sem nem me conhecer e sem garantia de como eu seria.
 Eu desejo todo mês de janeiro comemorar um ano a mais como blogueira, e poder novamente sentir a emoção dessa data especial.
 Vida longa à EU blogueira !

01/01/2014

Melhores textos de 2013

 2014 chegou e antes de mais nada quero desejar um ótimo ano a todo mundo que sempre visita o blog, a todo mundo que segue, que comenta, que é leitor fiel, que vem aqui só de vez em quando, que só olha e não comenta. Quero desejar a todos vocês um ano repleto de muita felicidade, de realizações, conquistas, vitórias. Desejo o melhor pra todo mundo. Feliz 2014 !!!
 Primeiro dia do ano, primeiro post do ano, e eu queria fazer algo especial. Eu queria na verdade fazer um texto sobre o novo ano que começa hoje, mas acabia ficando meio clichê. Como eu gosto muito de escrever textos, acabo me desabafando neles, e fazendo algo que eu gosto, resolvi trazer a seleção dos melhores textos de 2013, baseado em número de visualizações.
 Lembrando que eu contei todos os textos, não só os meus. Mas, como sou eu que mais faço texto, dos 8 selecionados, 7 são meus e 1 é participação especial da Laura, do Menina Chic (clique para visitar).
  Para ir ao texto é só clicar no título.
(Estão em ordem pela data da postagem)
 Bv aos 16
 Esse texto foi feito a 1 ano atrás, em janeiro. Muitas pessoas comentaram dizendo que não viam problema nenhum em eu ser BV ainda aos 16 (aos 17 hoje), e eu fiquei contente com todo o apoio, pois assim como eu, ninguém via problema em uma garota nunca ter beijado na boca aos 16/17 anos. Obrigada a todo mundo que comentou nessa postagem.
 1 ano de blogueira
 Outro post de janeiro, e também bastante especial. Queria agradecer às várias pessoas que me deram os parabéns nesse post. Eu não respondi aos comentário pois estava viajando, mas li todos com mundo carinho depois e fiquei muito agradecida pelo carinho.
 E foi bem assim, e continua até hoje, nunca terá um fim !
 Esse é o texto da minha amiga Laurinha, onde ela conta como conheceu o Piink Cookie numa participação do quadro Blogueira Ajudante. Uma fofa, e até fala de mim (own).
 Um ímã chamado PC
 Aqui eu inventei um história que retrata o vício que nós temos: computador.
 Cansei
 Nesse texto eu retrato minha canseira em relação coisas que já estavam me fazendo ficar com raiva. Novamente agradeço ao apoio que todo mundo que comentou me deu.
 Sim à Copa
 Foi na época das manifestações, e o único post que fiz relacionado a elas, mostrando minha opinião em relação à copa no Brasil.
 Amor improvável 
 Mais uma história inventada. Essa retrata um amor que parecia impossível.
 Culpa do tempo.
  Escrevi quando tinha ficado um tempinho meio longe do blog, apesar de sempre estar vindo aqui, não postava quase nada, nem comentava em outros blog. Só queria mostrar que agente acaba colocando a culpa no tempo, apesar de ele nem sempre ser o culpado.
 Espero que visitem os posts e relembrem os melhores textos desse ano que acabou de acabar (como eu gosto dessa expressão infantil).
 Se vocês quiserem comentar nos textos, podem fazê-lo que irei responder e retribuir da mesma maneira.